Filme: Bicho de Sete Cabeças (2001)

Sinopse: O filme conta a história de Neto, um jovem que é internado à força num hospital psiquiátrico depois que o pai descobre um cigarro de maconha em seu casaco. Lá, Neto é submetido a condições de tratamento degradantes e inadmissíveis e, junto com os demais pacientes, sofre inúmeros abusos. O filme foi amplamente aclamado, recebendo vários prêmios e indicações, e o seu impacto colaborou para a aprovação no Congresso Nacional da lei que proíbe a construção de novos manicômios.

(O filme já havia sido publicado em post anterior, mas o vídeo divulgado aqui foi removido do Youtube.)

“Esquizofrenia: risco de perigo ou preconceito?” – Carta Capital

Luís Fernando Tófoli, médico e professor de Psiquiatria da UNICAMP, alerta para que a trágica morte de Eduardo Coutinho não sirva para estigmatizar (ainda mais) os pacientes portadores de esquizofrenia.

“A precoce e inesperada partida do documentarista Eduardo Coutinho não deve justificar o aumento do estigma aos portadores de esquizofrenia.”

Conexão Repórter: A Casa dos Esquecidos

Conexão Repórter (SBT) do dia 15 de agosto exibiu uma reportagem sobre o Hospital Psiquiátrico Vera Cruz, em Sorocaba, que o programa havia denunciado um ano antes, devido aos inúmeros abusos e maus tratos praticados contra os pacientes lá internados. Neste link, a reportagem completa:

A Casa dos Esquecidos – 1 Ano Depois

“Esquizofrênico registra em livro a experiência de enlouquecer”

Jorge Cândido de Assis, 49, no departamento de psiquiatria da Unifesp, em São Paulo.

“Ex-aluno de física e de filosofia da USP, Jorge Cândido de Assis carrega no corpo as marcas da esquizofrenia. Aos 21, durante uma crise, ele se jogou contra um trem do metrô e perdeu uma perna. Hoje, aos 49 anos, cinco crises psicóticas depois, ele dá aulas sobre estigma em um curso de psiquiatria e acaba de lançar um livro no qual descreve a experiência de enlouquecer. Entre a Razão e a Ilusão (Artmed Editora) foi escrito em parceria com o psiquiatra Rodrigo Bressan e com a terapeuta Cecilia Cruz Villares, da Unifesp. Leia o depoimento dele.”

Destaco os seguintes trechos:

“Todo esse estresse me levou à quinta crise. Ela foi rapidamente controlada, mas é um processo difícil retomar a rotina anterior, ressignificar as coisas para que a vida faça sentido. Depois das crises, tenho que renascer das cinzas. Muitas pessoas desistem. É preciso uma grande dose de esforço para reconstruir a vida. A medicação ajuda, mas não é garantia. (…) O estigma também é muito prejudicial. Ser apontado como louco ou ser desacreditado só piora. (…) Eu não sou só a doença, e a doença não me define.”

Eis o link para a matéria da Folha de São Paulo.