Livro: “A Solidão dos Moribundos”, de Norbert Elias

Download do livro A Solidão dos Moribundos (1985), do grande sociólogo alemão Norbert Elias, em formato *.pdf.

Aqui encontramos, sob forma extrema, um dos problemas gerais de nossa época – nossa incapacidade de dar aos moribundos a ajuda e afeição de que precisam quando se despedem dos outros homens, exatamente porque a morte do outro é uma lembrança da nossa própria morte. A visão de uma pessoa moribunda abala as fantasias defensivas que as pessoas constroem como uma muralha contra a ideia de sua própria morte. O amor de si sussurra que elas são imortais: o contato muito próximo com moribundos ameaça o sonho acalentado.

In: ELIAS, Norbert. A Solidão dos Moribundos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001. p. 16-17.

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Livro de Goffman: “Manicômios, Prisões e Conventos”

Descrição: Privado da vida comunitária, como se manifesta o indivíduo? Goffman, emérito sociólogo de Berkeley, responde de modo polêmico, amparado por grande massa de dados e ampla informação sociológica: o segregado atua de modo semelhante, seja qual for a razão do isolamento – vocação, punição ou doença mental. Esta obra faz um levantamento crítico da vida em situações fechadas e mostra como esse tipo de segregação atua sobre o indivíduo. O exemplo privilegiado é o do manicômio e, por meio dele, o autor explica por que o comportamento do doente mental em face da instituição diz respeito muito mais a sua condição de internado do que propriamente a sua doença.

Para saber mais sobre o livro: KUNZE, Nádia. Resenha de ‘Manicômios, Prisões e Conventos’

Download: GOFFMAN, Erving. Manicômios, Prisões e Conventos

Livro de Kübler-Ross: “Sobre a Morte e o Morrer”

Disponibilizo para download, neste post, o famoso livro de Elisabeth Kübler-Ross. Abaixo, destaco as citações presentes na contracapa e na orelha do livro, respectivamente:

“Neste livro, transcrevo simplesmente as experiências de meus pacientes que me comunicaram suas agonias, expectativas e frustrações. É de esperar que outros se encoragem a não se afastar dos doentes ‘condenados’, mas a se aproximar mais deles para melhor ajudá-los em seus últimos momentos.”

“Aqueles que tiveram a força e o amor para ficar ao lado de um paciente moribundo, com o silêncio que vai além das palavras saberão que tal momento não é assustador nem doloroso, mas um cessar em paz do funcionamento do corpo. Observar a morte em paz de um ser humano faz-nos lembrar uma estrela candente. É uma entre milhões de luzes do céu imenso, que cintila ainda por um breve momento para desaparecer para sempre na noite sem fim. Ser terapeuta de um paciente que agoniza é conscientizar-se da singularidade de cada indivíduo neste oceano imenso da humanidade. É uma tomada de consciência de nossa finitude, de nosso limitado período de vida. Poucos dentre nós vivem além dos setenta anos; ainda assim, nesse curto espaço de tempo, muitos dentre nós criam e vivem uma biografia única, e nós mesmos tecemos a trama da história humana.”

Download: KÜBLER-ROSS, Elisabeth. Sobre a Morte e o Morrer: o que os doentes terminais têm para ensinar a médicos, enfermeiras, religiosos e aos seus próprios parentes