Entrevista com Rita de Cássia Almeida: “Permissão para ser infeliz”

Em sua coluna na Revista Época desta semana, a jornalista Eliane Brum conversa com a psicóloga Rita de Cássia de Araújo Almeida, que trabalha há 10 anos em Centros de Atenção Psicossocial, sobre como vivemos hoje em dia sob uma “ditadura da felicidade” e já não nos autorizamos a experimentar sentimentos negativos. Isso, no entanto, só nos faz sofrer ainda mais. É nesse contexto que o papel do psicólogo consiste, muitas vezes, em permitir ao paciente vivenciar sua infelicidade sem se envergonhar. “Estamos nos tornando uma geração de humanos que teme sua própria humanidade”, diz Rita. Trata-se de uma entrevista muito inspirada, na qual se discutem questões atualíssimas. Imperdível.

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Artigo do Estadão: “O ano da neurocascata”

O número de pessoas deslumbradas com as promessas das chamadas neurociências é cada vez maior. Porém, é preciso ter claro que, sob esse rótulo, reúnem-se coisas de qualidade muito variável, desde as mais sérias pesquisas científicas aos mais risíveis oportunismos. É o que aponta Sérgio Augusto, colunista do Estadão, neste artigo divertido e irônico publicado em 30 de dezembro. O autor afirma categoricamente:

(…) a neurociência virou o século submetida a abusivas simplificações e aplicações levianas. Vulgarizada para consumo e consolo das massas, a neurociência pop tornou-se uma pestilência intelectual, um engana-trouxa de jaleco a oferecer ensinamentos, no mínimo, discutíveis sobre certas funções orgânicas e processos mentais, e soluções para uma infinidade de problemas – dos cognitivos aos emocionais, dos políticos aos econômicos.

Artigo sobre o SUS e o desafio da humanização

Resumo: Este texto examina as relações entre os princípios do SUS e a perspectiva de transformações das práticas em saúde. O texto reconhece que, apesar da heterogeneidade do movimento sanitário, a questão da transformação das práticas de saúde tem se tornado mais importante para a sustentabilidade e legitimidade do SUS. Partindo do exame dos princípios da universalidade e equidade, examinados ao lado do princípio da integralidade, o autor defende que a categoria do sofrimento, manifesto ou não, deve ser incluída nas políticas que se voltem para a construção de práticas mais humanizadas no SUS.

MATTOS, Ruben Araujo de. Princípios do SUS e a humanização das práticas de saúde