“Esquizofrênico registra em livro a experiência de enlouquecer”

Jorge Cândido de Assis, 49, no departamento de psiquiatria da Unifesp, em São Paulo.

“Ex-aluno de física e de filosofia da USP, Jorge Cândido de Assis carrega no corpo as marcas da esquizofrenia. Aos 21, durante uma crise, ele se jogou contra um trem do metrô e perdeu uma perna. Hoje, aos 49 anos, cinco crises psicóticas depois, ele dá aulas sobre estigma em um curso de psiquiatria e acaba de lançar um livro no qual descreve a experiência de enlouquecer. Entre a Razão e a Ilusão (Artmed Editora) foi escrito em parceria com o psiquiatra Rodrigo Bressan e com a terapeuta Cecilia Cruz Villares, da Unifesp. Leia o depoimento dele.”

Destaco os seguintes trechos:

“Todo esse estresse me levou à quinta crise. Ela foi rapidamente controlada, mas é um processo difícil retomar a rotina anterior, ressignificar as coisas para que a vida faça sentido. Depois das crises, tenho que renascer das cinzas. Muitas pessoas desistem. É preciso uma grande dose de esforço para reconstruir a vida. A medicação ajuda, mas não é garantia. (…) O estigma também é muito prejudicial. Ser apontado como louco ou ser desacreditado só piora. (…) Eu não sou só a doença, e a doença não me define.”

Eis o link para a matéria da Folha de São Paulo.

Anúncios

Educadores e médicos discutem epidemia das doenças mentais

Descrição do site: Educadores e médicos discutiram o assunto em encontro em São Paulo. Eles consideram um equívoco o diagnóstico e os tratamentos psiquiátricos de crianças e adolescentes que apresentam mau comportamento ou baixo rendimento na sala de aula.

Link no site da CBN Brasília.

Documentário: “Em nome da razão – Um filme sobre os porões da loucura” (1979)

Descrição do vídeo: Documentário quase todo filmado no manicômio de Barbacena, em Minas Gerais. A câmera penetra em todos os ambientes do hospital – pavilhões de velhos, aleijados, crianças, homens e mulheres. As sequências são interligadas pela imagem de um longo e escuro corredor do hospício e uma ‘louca’ que canta música. O texto narrado em off propõe uma reflexão sobre a função social do manicômio, a quem servem os hospitais psiquiátricos, quem são as pessoas enviadas para lá e qual o processo de ‘cura’ e ‘recuperação’ a que são submetidas. O filme encerra com depoimentos da família de um paciente.