O Hospital Colônia de Barbacena: holocausto brasileiro

“Em Barbacena, cidade do Holocausto brasileiro, mais de 60 mil pessoas perderam a vida no Hospital Colônia. (…) As milhares de vítimas travestidas de pacientes psiquiátricos – já que mais de 70% dos internados não sofria de doença mental –, sucumbiam de fome, frio, diarreia, pneumonia, maus-tratos, abandono e tortura. (…) Criado pelo governo estadual, em 1903, para oferecer ‘assistência aos alienados de Minas’, até então atendidos nos porões da Santa Casa, o Hospital Colônia tinha inicialmente capacidade para 200 leitos, mas atingiu a marca de 5 mil pacientes em 1961, tornando-se endereço de um massacre. A instituição, transformada em um dos maiores hospícios do país, começou a inchar na década de 30, mas foi durante a ditadura militar que os conceitos médicos simplesmente desapareceram. Para lá eram enviados desafetos, homossexuais, militantes políticos, mães solteiras, alcoolistas, mendigos, pessoas sem documentos e todos os tipos de indesejados, inclusive doentes mentais.”

Excelente matéria publicada em novembro de 2011, no jornal Tribuna de Minas, sobre a chocante realidade do antigo Hospital Colônia de Barbacena: Holocausto brasileiro: 50 anos sem punição.

Anúncios

“A ‘epidemia’ do crack: o cultivo científico da ignorância”

Fantástico artigo de Sylvia Debossan Moretzsohn, jornalista e professora da Universidade Federal Fluminense, para o Observatório da Imprensa em novembro do ano passado, fala de toda mistificação criada em torno do crack. Ela denuncia o processo de demonização desta droga e a consequente construção midiática da figura do dependente químico como uma não-pessoa, um inimigo da sociedade que não goza dos mesmos direitos de todo cidadão. Assim são justificadas as mais violentas ações do Estado contra essas pessoas. Eis o link: O cultivo científico da ignorância.

Série Males da Alma, com Drauzio Varella, no Fantástico

Série em seis episódios apresentada por Drauzio Varella no Fantástico.

“Onde foi parar o sonho do SUS?”

“Depois de tantas promessas frustradas de redenção da rede assistencial pública, a tendência de governantes – que buscam responder às demandas por saúde dentro do limite de seus mandatos – têm sido delegar cada vez mais atribuições estatais à iniciativa privada. Essa inclinação privatizante não reverteu e nem sequer amenizou o quadro de dificuldades da população em acessar e utilizar os serviços de saúde.”

Ana Maria Costa, Ligia Bahia e Mario Scheffer assinam este artigo, publicado no Le Monde Diplomatique Brasil deste mês, com uma excelente análise da atual conjuntura do SUS em nosso país. Onde foi parar o sonho do SUS?